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Em pronunciamento, Leopoldo Meyer defende tecnologia para combater mudanças climáticas e desmatamento

meyer-pastilhaspSegundo Leopoldo Meyer a transformação de resíduos em pastilha de Madeira pode evitar a derrubada
de 700 mil árvores na Amazônia por ano e criar cerca de 20 mil novos empregos

 

Em pronunciamento no grande expediente da Câmara Federal da última sexta-feira (21), o deputado federal Leopoldo Meyer (PSB-PR) citou a tecnologia de Pastilha Ecológica de Madeira como alternativa para combater as mudanças climáticas, ajudar no controle do desmatamento e gerar riquezas para o Brasil.

A Pastilha de Madeira é um produto para elevar a eficiência do aproveitamento da matéria prima nas indústrias do setor a um novo patamar com ganhos econômicos, sociais e ambientais. Ela permite aproveitar comercialmente parte do que hoje é jogado fora como resíduo.

De acordo com o parlamentar, em 2009, foram extraídos 14,2 milhões de metros cúbicos de madeira em tora na Amazônia. Esse valor equivale a cerca de 3,5 milhões de árvores. “Apenas cerca de 42 % desse volume é aproveitado na fabricação de produtos madeireiros”, disse.

Além disso, 30% desse material são utilizados na geração de energia em caldeiras e fornalhas. Os outros 28% não têm utilidade e são queimados. “Com a queima do resíduo, são lançadas na atmosfera toneladas de carbono, o que agrava o problema do aquecimento global”, ressaltou.

Com a utilização da nova tecnologia, segundo Leopoldo, cada metro cúbico de madeira que hoje é jogado fora e queimado pode ser transformado em 25 a 30 metros quadrados de pastilhas. “Ao utilizar os resíduos, o índice de aproveitamento dos troncos pode chegar a 54%, ou seja, um acréscimo de até 12%”, explicou.

Isso evitaria a derrubada de 700 mil árvores na Amazônia por ano sem reduzir a receita bruta do setor, ou, visto por outro ângulo, aumentaria em até 12% a produção econômica das empresas sem a necessidade de cortar uma árvore a mais, é o que acredita Meyer. “O aumento da produtividade possibilitaria a criação de 20 mil novos empregos só na Amazônia”, destacou.

Outro benefício, já do ponto de vista climático, é que a transformação de resíduos em produtos de madeira, permitiria uma redução expressiva do volume de gases de efeito estufa emitidos pelo País. “A fabricação de 10 metros cúbicos de pastilhas significa uma redução do volume de dióxido de carbono emitido para a atmosfera da ordem de 12 toneladas”, afirmou.

Leopoldo Meyer também defendeu a preservação da reserva de florestas tropicais e afirmou que esse patrimônio deve ser explorado de forma sustentável. “A melhor maneira é valorizá-las economicamente, aumentando a eficiência das indústrias madeireiras”, disse.


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