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Falecimento do jornalista e cronista esportivo curitibano Vinícius Coelho. Urgente necessidade de aprovação do Projeto de Lei nº 39, de 1999, sobre a regulamentação da profissão de agente de segurança privada. Apresentação do Requerimento nº 5.612, de 201

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 198.2.54.O Hora: 10:24 Fase: BC
Orador: LEOPOLDO MEYER, PSB-PR Data: 11/07/2012

O SR. LEOPOLDO MEYER (PSB-PR. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero, na tarde de hoje, registrar e lamentar a morte, no último dia 27 de junho, aos 80 anos, vítima de atropelamento, do jornalista e cronista esportivo Vinícius Coelho.
Vinícius Coelho ingressou na crônica do Diário do Paraná em 1953. Em 1962, foi contratado pela TV ParanáCanal 6, onde viria a ser locutor esportivo. 
Coelho trabalhou no jornal e na televisão até 1969, quando se mudou para o Rio de Janeiro, onde foi repórter do jornal O Globo. Nesse ano, conseguiu em primeira mão a informação de que Zagallo seria escolhido para dirigir a Seleção Brasileira de Futebol na Copa de 1970. 
O curitibano também foi Presidente da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos. 
Ele escreveu 3 livros relacionados a sua grande paixão, o Coritiba Foot Ball Club. Foi de Vinícius Coelho a letra de Eterno Campeão, um dos hinos do Coritiba, composto na década de 70.
Gostaria também, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ao fazer esse registro, de relatar o drama que viveu esse ilustre jornalista e, com certeza, centenas de outras famílias em nosso País.
Segundo amigos próximos ao jornalista Vinícius Coelho, ele andava muito deprimido devido a um drama pessoal que vivia desde 2007, quando o seu filho, Bruno Strobel Coelho, foi torturado e assassinado por agentes de uma empresa de segurança, em mais um dos casos (que não são poucos) que foi destaque na mídia nacional de abuso e violência por parte de seguranças privadas.
Tivemos recentemente em Curitiba o caso do jovem estudante Guilherme Carvalho Koerich, de 18 anos, que teve de passar por uma cirurgia para amputar a perna esquerda, após ser agredido por seguranças, em um incidente ocorrido em uma casa noturna de Curitiba.
Em fevereiro deste ano, o jovem Erickson da Silva Rodrigues, de 23 anos, assessor do nosso colega Deputado Adrian, morreu em uma boate na cidade de Cabo Frio, Rio de Janeiro, depois de uma discussão com seguranças. A vítima sofria de apneia, que é uma interrupção repentina da respiração, e um golpe dado por um dos seguranças teria causado a morte do rapaz. 
É lamentável que os responsáveis pelas agressões sejam justamente quem deveria estar lá para evitar que elas ocorressem. Boa parte de seguranças de empresas e casas noturnas atuam na clandestinidade.
Esse, inclusive, é mais um dos motivos que reforçam a nossa luta para aprovar o PL 039, de autoria do ex-Deputado Paulo Rocha, que tramita nesta Casa desde 1999 e prevê que tais serviços sejam efetivamente fiscalizados e regulamentados. 
Apresentei recentemente o Requerimento nº 5.612/12 para a inclusão do referido projeto de lei na Ordem do Dia deste plenário. Conto com o apoio dos ilustres colegas Parlamentares para a sua aprovação.
Obrigado, Sr. Presidente.


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