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Falecimento da psicóloga Renata Turra Grechinski em decorrência de afogamento provocado por artefato de pesca, na praia de Coroados, no Município de Guaratuba, Estado do Paraná. Agendamento de audiência com representantes do Ministério da Pesca e Aquicult

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 156.2.54.O Hora: 09:30 Fase: BC
Orador: LEOPOLDO MEYER, PSB-PR Data: 06/06/2012

O SR. LEOPOLDO MEYER (PSB-PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no último dia 2 de fevereiro, a psicóloga Renata Turra Grechinski, de 23 anos, morreu afogada na praia de Coroados, em Guaratuba, no Paraná.
Renata era surfista e estava acompanhada de amigos, que infelizmente não conseguiram salvá-la. Ela ficou presa a um artefato de pesca colocado de modo irregular, sem sinalização, a 40 metros da praia, área de arrebentação, prática proibida pelo Instituto Ambiental do Paraná, que estabelece uma distância de 926 metros a partir da praia para a fixação de tais artefatos.
Infelizmente, a pesca irregular é comum no Brasil. É frequente a colocação de redes e artefatos de pesca na área de arrebentação, e sem sinalização, oferecendo risco à vida de banhistas e surfistas. A maioria das pessoas que pratica a pesca de modo irregular não tem licença para praticar tal atividade.
Segundo dados da ONG Mar Seguro, só no Rio Grande do Sul já são 49 mortes de surfistas por afogamento ocasionadas por artefatos ilegais.

PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO ORADOR

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no dia 2 de fevereiro, a psicóloga Renata Turra Grechinski, de 23 anos, morreu afogada na praia de Coroados, em Guaratuba, Estado do Paraná. Renata era surfista e estava acompanhada de amigos, que infelizmente não conseguiram salvá-la. Ela ficou presa a um artefato de pesca colocado de modo irregular, sem sinalização e em local ilegal, a 40 metros da praia, em área de arrebentação, prática proibida pelo Instituto Ambiental do Paraná, que estabelece uma distância de 926 metros a partir da praia para a fixação de tais artefatos.
Infelizmente, a pesca irregular é comum no Brasil. É frequente a colocação de redes e artefatos de pesca na área de arrebentação, e sem sinalização, oferecendo risco à vida de banhistas e surfistas. A maioria das pessoas que pratica a pesca de modo irregular não tem licença para a prática de tal atividade. 
Segundo dados da ONG Mar Seguro, só no Rio Grande do Sul já são 49 mortes de surfistas e banhistas por afogamento em razão da colocação de artefatos ilegais. É um problema que ocorre em toda a orla brasileira. Estamos trazendo a público a morte de Renata para evitar que o fato venha a se repetir.
Estou agendando reunião com representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura para a semana que vem para tratar do assunto.
Era esse o registro que tinha a fazer, Sr. Presidente.
Muito obrigado.

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